sábado, 13 de agosto de 2011
Idade da Razão
________________Jean-Paul Sartre
"- Isso de me conhecer não me interessa tanto assim - disse simplesmente.
- Eu sei - atalhou Marcelle -, não é um fim, é um meio. É para libertar-se a si próprio; olhar-se, julgar-se: sua atitude predileta. Quando você se olha, imagina que você não é o que está olhando, que você não é nada. No fundo, é o seu ideal: não ser nada.
- Não ser nada - repetiu lentamente Mathieu - Não. Não é isso. Escute: eu... eu gostaria de nada dever senão a mim mesmo.
- Sim. Ser livre. Totalmente livre. É seu vício.
- Não é um vício - disse Mathieu. - É... Mas que quer você que eu faça, então?
Estava irritado. Tudo isso, ele o explicara cem vezes a Marcelle e ela sabia que era o que mais lhe importava.
- Se... se eu não tentasse viver por conta própria, existir me pareceria absurdo.
Marcelle tomara um ar sorridente e obstinado:
- Sim, sim... é seu vício. "
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
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________________Caio Fernando de Abreu
Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir. Na minha memória, tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
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________________Caio Fernando de Abreu
Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
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________________Caio Fernando de Abreu
Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Hamlet
________________William Shakespeare
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
mas confia em meu amor.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
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________________Caio Fernando de Abreu
Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
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________________Caio Fernando de Abreu
Tem horas que eu me perco sem você aqui, aí eu lembro: tá tão longe de mim. E o meu coração grita: mas tá aqui dentro.
(dedicado ao meu amado dindo Roberto)
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